O sucesso de Resident Evil 5 – Retribuição

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Na fila para a sala de cinema do IMAX, no Shopping Palladium, zumbis de diferentes idades esperavam em harmonia com os demais seres humanos pelos pacotinhos de pipoca distribuídos na pré-estreia de Resident Evil 5 – Retribuição. A atração, baseada na série de sucesso dos videogames, encheu a sala de fãs da franquia e alcançou em todo o mundo um lucro monstruoso no seu primeiro fim de semana: ao todo, foram arrecadados US$ 70 milhões.

Fã da série caprichou na fantasia. Quem estava de zumbi entrou de graça na pré-estreia.

Parece até o toque de Midas: quaisquer produtos que saiam com a marca Resident Evil viram ouro, sejam eles jogos, livros, quadrinhos ou filmes. É como se nada conseguisse saciar por completo a fome dos maníacos por zumbis. Para o criador do site Resident Evil Sac, dedicado exclusivamente à série, Felipe Demartine, a razão desse sucesso está na capacidade de a franquia sempre se reinventar. “É muito difícil vermos um jogo sendo idêntico ao outro. Os desenvolvedores estão sempre tentando inovar em cima de fórmulas já existentes ou criando novas dinâmicas para os títulos futuros. Cada jogo é como uma experiência diferente”, opina o gamer, que escreve sobre o jogo há 12 anos e mantém o site Resident Evil SAC há um ano e meio.

Essa capacidade de contar histórias diferentes baseadas na mesma ideia, a de que a empresa fictícia Umbrella Corporation desenvolveu um vírus capaz de transformar toda a humanidade em mortos-vivos, é exatamente o que atrai os fãs Adriana Santos, 32, Betty Way, 21, e João Raffo, também de 21. Os três conheceram a franquia pelos jogos de videogame e contam que o legal de cada um dos produtos é a criatividade. “A cada jogo os enredos se renovam. Por mais que a ideia dos zumbis infectados por vírus não seja uma novidade, a franquia traz sempre uma saída que faz com que a história não se esgote”, explica Betty.

Os amigos, que estavam na pré-estreia do filme, foram caracterizados de mortos-vivos e se juntaram a uma horda de comedores de carne humana. Isso porque o IMAX realizou uma ação em que as pessoas vestidas de mortos-vivos não pagavam a entrada.

Geração em geração

O primeiro jogo da série foi lançado em 1996 para PlayStation 1, pela Capcom, e foi inspirado em um outro game de 1989, chamado Sweet Home, você pode fazer o download desse jogo aqui. Desde a sua estreia nos consoles, a franquia gerou nove jogos – que venderam cerca de 50 mil cópias –, cinco filmes e sete livros. E o gosto pela franquia, que completa 16 anos, começa a ser passado de geração em geração. Entre os exemplos está o operador de máquinas Gabriel Abilski, de 18, que conheceu a série pelo padrasto. “Comecei jogando o Resident Evil 3 e curti muito. Depois assisti ao primeiro filme e vicie”, lembra Gabriel.

Embora os filmes desagradem alguns fãs pela “falta de fidelidade” à história contada nos games, Felipe acredita que a ideia de fidelidade vai além de transportar a trama dos consoles para as telonas, mas de criar novos dramas baseados no original. “Logo, na tentativa de contar sua própria história, o roteirista [e diretor Paul W. S. Anderson] acaba pervertendo situações e a personalidade dos protagonistas que todo mundo adora, o que gera esse gosto amargo para alguns”, analisa.

O que achamos

Uma colcha de retalhos bem emendada

Paul W. S. Anderson, diretor e roteirista de Resident Evil nos cinemas, não é nenhum Quentin Tarantino. Cada uma das referências da cultura pop pinçadas por ele para contar a história da quinta sequência da série, como as guerras biológicas, o fim dos tempos e a ideia da criatura que se rebela contra o criador, são simplesmente reproduzidas nessa nova sequência, sem qualquer tentativa de criar algo novo.

A protagonista Alice (Milla Jovovich) em ação: história melhor amarrada

Entretanto, mesmo com esse ponto negativo pesando contra o filme, Anderson conseguiu acertar a mão na dosagem de referências, o que deu ânimo a uma série que vinha pisando na bola desde o início. A colcha de retalhos que Resident Evil sempre foi está melhor amarrada nessa continuação: a origem da protagonista Alice – interpretada por Milla Jovovich – está mais clara e os personagens que são “ressuscitados” não aparecem gratuitamente. Isso sem contar nas ótimas cenas de ação, que ganham um toque a mais com a projeção em 3D.

Ponto para Anderson, que cria um filme de ação e ficção científica divertido que deixa, pela primeira vez, um gostinho de quero mais ao público – tanto para saber como Alice irá resolver a situação em que o mundo se encontra quanto para descobrir se ela irá, ou não, destruir a Umbrella Corporation.

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